Thomas Victor Conti
Conti, T. V. (2015). Guerras Capitais – um estudo sobre as transformações na competição econômica e na rivalidade política internacional: a Hegemonia da Grã-Bretanha, os Estados Unidos e a Alemanha de 1803 a 1914. Dissertação (Mestrado). Instituto de Economia, Unicamp, Campinas, 2015. Disponível em: http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?code=000946784
Publication year: 2015

Resumo

O tema desta pesquisa é uma análise mais profunda das conexões entre as estruturas econômicas da organização produtiva e suas contrapartidas no jogo político dos Estados modernos tal como se processaram no Longo Século XIX, com o objetivo de avançar na compreensão do fenômeno do imperialismo moderno. Partimos da discussão sobre os fundamentos da Hegemonia Britânica, argumentando como desde o seu início ela era baseada em sua preponderância no comércio internacional, o que atrelou seu posterior desenvolvimento econômico industrial às questões do setor de serviços, dos transportes e do poder naval. Contudo, ao dar vazão ao investimento ferroviário, a industrialização possibilitou a expansão por terra do espaço econômico a partir do qual novas indústrias poderiam surgir. Países como os Estados Unidos e a Alemanha tomariam as conexões ferroviárias como ponto de partida para articular economias nacionais em escalas maiores de produção, distribuição, capacidades organizacionais e científicas. Essa é a base econômica sobre a qual uma nova rivalidade política, fundada na simbiose entre o capital nacional e o Estado e crescentemente apoiada no nacionalismo, passaria a se expandir no final do século conforme inovações militares diminuíam as possibilidades de resistência. A concorrência entre capitais nacionais colocou em marcha um expansionismo político que dividiu o mundo em áreas de influência crescentemente hostis que, ao assumir uma forma bipolar, resultou na Grande Guerra.

Palavras-chave: Imperialismo, Economia política, Política internacional, Relações econômicas internacionais, Guerra


Abstract

The theme of this research is a deeper analysis of the connections between economic structures of productive organization and its counterparts in the political game of modern states as they developed in the Long Nineteenth Century, with the goal of advancing in the understanding of modern imperialism. Our discussion begins with the bases of Great-Britain Hegemony, where we argue how since its beginning it was based on its primacy in international commerce, which embedded its later economic-industrial development to the questions of the service sector, transportation and maritime power. However, by harnessing the railway investment, industrialization allowed a landed expansion of the economic space where new industries could emerge. Countries like the United States and Germany would take railways as a starting point to articulate national economies in larger scales of production, distribution and organization. There lies the economic root upon which a new political rivalry, based on the symbiosis between national capital and the state and supported by nationalism, would begin to expand by the end of the century as new military innovations diminished resistance possibilities. Competition between national capitals put forth a political expansionism that divided the world in areas of influence growingly hostile that, once in a bipolar form, resulted in the Great War.

Keywords: Imperialism, Political economy, World politics, International economic relations, War

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