Pesquisa

Minha trajetória de pesquisa não foi linear. Durante 10 anos, do 2º ano de graduação ao doutorado, estudei a relação entre economia e problemas militares na história econômica. Porém, logo após entrar no doutorado em 2015 nessa temática, tive contato com as áreas do Direito & Economia (Law & Economics) e com programação em R. Embora meu doutorado não envolvesse diretamente nenhum destes dois conhecimentos, o interesse neles crescia mês a mês. Acabei optando por estudá-los paralelamente aos esforços do doutorado, cuja temática descobri não haver tanto interesse no Brasil.

Desde a defesa da tese em 2019 estou reorganizando minha agenda de pesquisa para focar em temas dentro da área de Direito e Economia, em particular instituições, desenvolvimento e criminalidade. Pretendo também desenvolver pesquisas que usem análise de dados jurimétricos. Gosto muito de estudar temas relacionados com o método científico e criei um canal no Youtube para compartilhar dicas de pesquisa e assuntos correlatos.

Interesses

  • Análise Econômica do Direito
  • Economia, Violência e Segurança
  • Direito e Economia: economia do crime e desenvolvimento
  • História do Pensamento Econômico: violência e instituições
  • História Econômica Geral: violência, armas, questões militares
  • Metodologia em Economia

Projetos de Pesquisa

  • Análise Econômica do Direito

    Estudos em Instituições e Desenvolvimento

    A área do Direito e Economia (Law & Economics) oferece uma promissora capacidade de estudar o impacto de mudanças nas leis e instituições de uma sociedade. Importância de Políticas Públicas Baseadas em Evidências, Análise de Impacto Regulatório, dentre outras.

  • Análise Econômica do Direito

    Estudos em Economia do Crime

    A área do Direito e Economia (Law & Economics) oferece uma promissora capacidade de estudar o impacto de mudanças nas leis e instituições de uma sociedade.

  • Crime e punição na história do pensamento econômico (1764-1968)

    Investigação acerca dos argumentos econômicos sobre crime e punição de Adam Smith a Gary Becker

    A análise econômica do comportamento criminoso passou a ser feita fundamentada em um rigoroso modelo teórico matematicamente estruturado a partir do artigo Crime and punishment: An economic approach de Gary Becker (1968). Não obstante, sabemos muito pouco sobre as origens do pensamento “econômico” sobre crimes e punições. Assim, nosso principal objetivo é reconstituir essa história. Este projeto de pesquisa em andamento está sendo feito conjuntamente com o pesquisador Prof. Dr. Marcelo Justus.

    thomas-victor-conti-marcelo-justus-historia-pensamento-crime-punicao-history-economic-thought-on-crime-and-punishment-i

     

  • Violência e Economia na Filosofia Política e Filosofia Moral

    Análises normativas sobre o problema da violência (futuro, 5 anos ou mais)

    Em minhas pesquisas acadêmicas em andamento, forneço uma análise positiva adequada aos fenômenos sob observação. Isto é, busco entender como as coisas são. Acredito que só terei base suficiente para fazer uma análise normativa (falar sobre como elas deveriam ser) adequada aos fenômenos que estudo dentro de 10 ou 15 anos. Quando estiver nesse nível, pretendo publicar nas áreas da filosofia política e filosofia moral, ao invés de desvalorizar minhas análises em história econômica ou história do pensamento econômico com valorações políticas pessoais sobre estes objetos.

Projetos de Pesquisa anteriores

  • História econômica do setor militar dos Estados Unidos da América (1840-1940)

    Projeto de Doutorado em andamento

  • História econômica do Império Britânico e sua hegemonia (1698-1914)

    Dissertação de Mestrado Concluída (Bolsista Capes); Produção de artigos em andamento

    O objetivo deste projeto de pesquisa é reconsiderar o papel do sistema mercantil como uma causa determinante da ascensão do Império Britânico à posição de hegemonia mundial. O sistema mercantil é caracterizado pela interação próxima entre as capacidades sociotécnicas do setor de transporte naval com o de armamentos. O século XIX é dividido em três períodos, cada um caracterizado por uma interação específica entre as formas de produção, formas de distribuição e formas de violência.

    No primeiro período, a aposta britânica na disputa hegemônica foi baseada nas suas capacidades de organizar e assegurar um sistema internacional de comércio em grande escala. Este sistema mercantil associou o desenvolvimento industrial britânico aos interesses dos setores de serviços e militar, como as finanças e os transportes.

    No segundo período, a construção ferroviária responde aos interesses britânicos industriais e de serviços. Entretanto, sua difusão também foi o ponto de partida para países como os Estados Unidos e a Alemanha organizarem economias nacionais em escalas maiores do que seria possível em um mundo onde o transporte marítimo era a única tecnologia para a distribuição em grande escala com eficiência de custo.

    No terceiro período, essas novas escalas organizacionais juntam-se às inovações militares do período 1861-1871, que explicam também a expansão do imperialismo no último quartil do século. Embora o moderno sistema mercantil britânico nunca perdeu seu status hegemônico nos mares, houve uma mudança na natureza dos espaços onde se dava a concorrência econômica e a rivalidade política internacional.

    Nessa linha de interpretação, o declínio relativo da Hegemonia Britânica ocorreu conforme as economias de grande escala transitaram dos mares para a terra, e não como consequência do declínio relativo da primazia industrial.

  • Mercantilismo na história do pensamento econômico (Séc. XVII ao XIX)

    Consequências da pesquisa sobre o Império Britânico para a HPE

    Nos anos recentes, historiadores mostraram renovado interesse no mercantilismo. Desse interesse emergiu um debate sobre a incoerência do mercantilismo  visto como uma doutrina de pensamento econômico. Meu objetivo com esta pesquisa é fornecer uma explicação materialista para os graus variados de crença em pressupostos mercantilistas compartilhados. Minha hipótese é que o mercantilismo pode ser entendido como um conjunto de regras compartilhadas de comportamento e pensamento voltadas para prover soluções pragmáticas para quando e onde fatores econômicos e de segurança estiverem materialmente unidos. Meu programa de pesquisa analisa esta hipótese explorando como a credibilidade do mercantilismo no espaço e no tempo se relaciona com mudanças nas condições econômicas e de segurança do século XVI ao fim do século XIX.

  • Violência e Economia na Filosofia Política e Filosofia Moral

    Análises normativas sobre o problema da violência (futuro, 5 anos ou mais)

    Em minhas pesquisas acadêmicas em andamento, forneço uma análise positiva adequada aos fenômenos sob observação. Isto é, busco entender como as coisas são. Acredito que só terei base suficiente para fazer uma análise normativa (falar sobre como elas deveriam ser) adequada aos fenômenos que estudo dentro de 10 ou 15 anos. Quando estiver nesse nível, pretendo publicar nas áreas da filosofia política e filosofia moral, ao invés de desvalorizar minhas análises em história econômica ou história do pensamento econômico com valorações políticas pessoais sobre estes objetos.

Ensino

“A primeira pergunta foi feita pelo primeiro ser humano.”—Jordania, J. (2006, p. 333)

Em 1951, o físico Richard Feynman veio ao Brasil e passou um ano lecionando no Rio de Janeiro. Antes de deixar o país e voltar aos EUA, apontou problemas gravíssimos na forma como o sistema educacional brasileiro entendia a ciência. Segundo Feynman, no Brasil tomamos a memorização de palavras e conceitos como se fossem ciência e a reprodução fidedigna dessas palavras como se fosse um entendimento adequado dos fenômenos.

Acredito que, infelizmente, essa institucionalidade ainda não foi superada em nosso país. Ou ao menos não tanto quanto poderia. Em minhas aulas, busco apresentar ao aluno as principais relações causa/efeito que estão em jogo. Os exemplos devem ser tão claros quanto possíveis. Além de visualizar o problema real sob análise, os exemplos devem cumprir a função de aproximar o aluno daquele conhecimento, seja ele interessado em obter uma boa inserção no mercado, no governo ou na pesquisa. Os critérios metodológicos devem ser explorados com a atenção necessária, para que os alunos enxerguem os temas em discussão como sempre evoluindo, sempre em busca de melhorar as teorias e resultados empíricos. A ciência é um processo contínuo e precisa ser enxergada enquanto tal.

Ensino Atual

Histórico de Ensino

  • jul/17mar/14

    Estagiário Docente Remunerado, Unicamp

  • Set/17Ago/17

    Conceitos Essenciais de Economia para Políticas Públicas

    Professor Convidado no Mestrado em Sustentabilidade da PUC-Campinas (12 horas)

  • Ago/17Ago/17

    Introdução à Análise Econômica do Direito

    Palestrante Convidado para ministrar minicurso de Direito e Economia na PUC Goiânia (8 horas)

  • Jun/2017Mar/17

    Direito e Desenvolvimento Econômico

    Law & Economics do Desenvolvimento, Docente na Especialização em Direito & Economia

  • Jul/17Mar/17

    História Econômica Geral I

    Transição do Feudalismo ao Capitalismo

  • Dez/16Ago/16

    Economia Política II

    Marx, O Capital, 3 volumes

  • Dez/16Ago/16

    Disciplina Eletiva: temas escolhidos pelos alunos

    Metodologia em Economia (5 aulas); Pensamento de Friedrich Hayek (2 aulas); Economia da Defesa (2 aulas)

  • Jul/16Mar/16

    História Econômica Geral I

    Transição do Feudalismo ao Capitalismo

  • Jul/16Mar/16

    Oficina de introdução à leitura de textos acadêmicos

    Matéria voluntária, semanal, voltada para alunos do 1º ano de economia

  • Dez/15Ago/15

    História do Pensamento Econômico

    Mudanças no pensamento econômico do mercantilismo aos anos 1990

  • Dez/14Ago/14

    Economia Internacional III

    Mudanças na organização e nas instituições da economia internacional, de 1945 a 2010